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Borealis no Ézaro!

Borealis no Ézaro!

Borealis no Monte Pindo e cascata Ézaro, na Galiza

Foi sem dúvida uma expedição fascinante, cheia de aventuras emocionantes e brindada com um sol que nos ofereceu um agradável calor e ao qual se juntou o calor da amizade Borealis. Esta família vai crescendo e aos antigos companheiros junta-se sempre gente pela primeira vez e de muito longe…. Isto enche-nos de alegria e significa que não há longe nem distância para quem quer simplesmente caminhar, descobrir e desfrutar da natureza e da boa companhia.

A meio da manhã, começámos a subida do monte, que pelos nossos antepassados foi considerado o Olimpo sagrado de deuses celtas… Este monte encerra muitas lendas de mouras encantadas, tesouros escondidos e em tempos foi palco de rituais de fertilidade e sacrifícios de animais pelos celtas.  Este monte é um maciço granítico de 627 metros de altura… Vimos as ruínas do castelo de S. Jorge, a vegetação é rasteira e há pinheiros e carvalhos. Observámos uma espécie, o carvalho anão que está em vias de extinção.

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A Moa, chegada ao topo do monte Pindo

Com a ajuda dos deuses chegámos ao cimo do monte Pindo, a Moa. E daqui tudo é lindo.Com uma vista panorâmica de 360º tínhamos o oceano Atlântico, a praia da Carnota de 7 km em cujo areal o sol se espelhava, a localidade de S.Pedro com a sua bonita ria em forma de quadrado e no horizonte o cabo de Finisterra separava o mar do céu. Era possível ver outras povoações junto à costa. E, mais perto do céu, sentados no granito e contemplando o mar, saboreámos o nosso almoço. Foi o momento para descontrair… Depois de servida a poção cafeínica pelos nossos druidas boreais começámos a descida. De frente para o mar, o perto era longe pois a descida tinha desníveis, muitas pedras soltas e de onde em onde regatos… É mesmo mágico este monte. Blocos  enormes suspensos sabe-se lá como, suscitavam a nossa admiração! Como podem eles desafiar a lei da gravidade?

Depois de algumas horas tínhamos chegado ao fim do monte e mais perto estávamos do “fim da terra”. Soube bem caminhar na horizontal e no asfalto ao longo da Costa da Morte. O sol ia descendo, pintava o céu com as cores do entardecer e levava-nos à cascata do Ézaro.

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A cascata do Ézaro, um cenário deslumbrante

Esta cascata é o rio Xallas que cai da altura de 40 metros sobre o mar, único local da Europa onde este fenómeno acontece. A cor escura das rochas que estão lisas devido à erosão da água são pintadas de laranja pelo sol poente que também reflete os seus raios na água que cai…. A força da água alimenta uma central hidroelétrica ao lado do monte e alimenta a nossa alma com toda aquela beleza encantadora que valeu bem todo o esforço físico. Ali perto.  saboreámos um delicioso bolo exótico de curgete, maçã e cenoura e chazinho, sentadinhos à mesa e em bancos de pedra. E a expedição chegou ao fim.

                                                                                                                                                                                                         M.D.

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